Orbis na feira de saúde em São Paulo

O diretor da Orbis Engenharia Clínica Ricardo Maranhão participou da Feira de Saúde South America Health Exhibition (SAHE), que ocorreu entre os dias 13 a 16 de março de 2017, no Centro de Eventos Pro Magno, em São Paulo.

O evento divulgou as inovações tecnológicas mais recentes na área da saúde e foi voltado a empresários, organizações do segmento e profissionais do setor. De acordo com a diretora executiva da SAHE, Katherine Shibata, o objetivo da feira foi fomentar relacionamentos e novos negócios. “Nossa intenção foi motivar as empresas, mostrar as novas tendências tecnológicas e estimular os negócios”.

Formada por profissionais experientes, a South America Health Exhibition ofereceu um formato dinâmico que atendeu ao público com perfil estratégico e analítico que busca padrões de excelência internacional na elaboração, organização, atraindo implementação de novas tecnologias e negócios.

Na avaliação de Ricardo Maranhão, o potencial do segmento da saúde está em desenvolvimento e vislumbra um mercado em expansão. “Esse tipo de evento é uma grande oportunidade de conhecer inovações no segmento da saúde hospitalar e ainda possibilita troca de informações”, conta o diretor da Orbis Engenharia Clínica.

Mesa Redonda

Ricardo Maranhão também é coordenador de um curso de especialização de engenharia clínica em Goiás e participou, juntamente com outros coordenadores de cursos de engenharia no Brasil, do Painel “Engenheiro Clínico e a Demanda do Mercado de Trabalho” no IV Seminário Brasileiro de Engenharia Clínica que aconteceu na SAHE. Eles debateram a criação de uma base curricular única para todos os cursos de especialização no pais. “Essa proposta é um grande avanço para o curso de engenharia clínica, pois vai nivelar os cursos em todas as faculdades e melhorar a qualidade da pós-graduação”. Explica Ricardo Maranhão. Outro ponto do debate é o lançamento do processo de certificação dos engenheiros clínicos no segundo semestre em todo país.

Diretor da Orbis apresenta trabalho sobre eventos adversos em Tóquio, Japão

O projeto de pesquisa do Diretor da Orbis Engenharia Clínica, Ricardo Alcoforado Maranhão Sá, foi selecionado para participar do ISQua 33th International Conference – ISQua 2016, realizado em Tóquio, Japão, que este ano trouxe como temática “Change and Sustainability in Healthcare Quality: the Future Challenges”. Ricardo apresentou seu artigo com o tema “The Assessment of Adverse Events Related to MRI Equipment – A Case Study of Maude Database”. O estudo foi baseado na dissertação de mestrado do engenheiro na área de Saúde Pública, apresentada na Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/FIOCRUZ). O trabalho levantou os eventos adversos relacionados ao uso do aparelho de Ressonância Magnética reportados nos sistemas de notificação.

 

A pesquisa foi realizada com base no Sistema de Notificação Americano – Manufacturer and User Facility Device Experience Database (MAUDE), desenvolvido pela Food and Drug Administration (FDA). No estudo foram encontrados 1.487 eventos adversos relacionados ao aparelho de ressonância magnética, entre 1º de janeiro de 1992 e 31 de dezembro de 2013, na base do MAUDE. Ao classificar, segundo o desfecho, os 1.487 eventos, encontramos 12 eventos com desfecho “morte”, 774 eventos com desfecho “lesão”, 295 eventos com desfecho “mau funcionamento”, 349 relatos com desfecho “outros” e 57 não tiveram resposta em relação ao desfecho. A organização do congresso reiterou que “a quantidade de pesquisas recebidas nesta edição do congresso superou em muito as expectativas, deixando a escolha ainda mais difícil”.

 

Mesmo assim a pesquisa foi aceita com boa avaliação. Segundo Ricardo, a escolha revela que o estudo foi importante para ampliar o debate sobre a segurança no uso de aparelhos de ressonância magnética visando a compreensão dos riscos no uso de equipamentos ao diagnosticar os principais problemas de utilização e identificar as causas das mortes notificadas.

Ricardo Maranhão, da Orbis Engenharia Clínica, fala sobre incêndio em centro cirúrgico

Recentemente, foi divulgada pela imprensa americana uma notícia sobre um processo judicial contra o NYU Langone Medical Center, localizado em Nova Iorque, pela ocorrência de um evento adverso grave em dezembro de 2014: um paciente submetido a uma cirurgia teve queimaduras devido a um incêndio provocado na sala de operação.

“A existência de um ambiente rico em oxigênio e material inflamável, como gazes e lençóis, e a utilização de aparelhos capazes de fornecer ignição, como o bisturi elétrico, transformam a sala cirúrgica em um local com alto risco para a ocorrência de incêndios”, explica Ricardo Maranhão, engenheiro clínico da Secretaria de Saúde do Estado de Goiás.

Segundo Maranhão, artigos e políticas sobre prevenção de incêndio e queimaduras no centro cirúrgico, baseados em evidências, apontam que ocorrem cerca de 100 casos de incêndio em salas cirúrgicas nos Estados Unidos por ano. Este, porém, é um evento que pode ser evitado se for observada a presença dos três elementos que favorecem a combustão. “Por os centros cirúrgicos serem ambientes com alta concentração de oxigênio e material inflamável e por serem utilizados, durante o procedimento cirúrgico, aparelhos capazes de fornecer ignição, como bisturi elétrico, laser, desfibriladores e endoscópios, é imprescindível que protocolos de procedimentos sejam extremamente respeitados durante as cirurgias”, explica.

Incêndio no centro cirúrgico é um risco que pode ser evitado por meio de implementação de uma política de prevenção de incêndio e queimaduras em cirurgia. “Em relação ao caso divulgado pelo The Post, o relatório do Departamento de Saúde sobre aquele evento apontou falha de comunicação entre o cirurgião e o anestesista. É fundamental que haja treinamento e conscientização das equipes cirúrgicas para o risco de incêndio e queimaduras”, destaca Maranhão. O objetivo do treinamento é que todos tenham conhecimento sobre a composição dos materiais, a distância da fonte de oxigênio, o uso adequado dos antissépticos e as possíveis fontes de ignição.

O engenheiro defende que, além do treinamento das equipes para que as normas sejam implementadas e efetivas, a comunicação entre os profissionais de saúde faz parte das medidas preventivas. “Por exemplo, quando o cirurgião vai utilizar o bisturi elétrico, ele deve avisar a equipe presente antes de ligá-lo, para que o anestesista possa diminuir a oferta de oxigênio ao paciente e os demais profissionais de saúde possam retirar de perto das fagulhas do bisturi os materiais inflamáveis, como as gazes e compressas de álcool na pele do paciente”, detalha. “Para finalizar, é importante que o anestesista, ao reconhecer as possíveis fontes de ignição, saiba administrar de forma racional a oferta de oxigênio. Por isso, o treinamento e a comunicação entre os membros das equipes são fatores chave para o sucesso da prática das medidas descritas no protocolo”, afirma Ricardo Maranhão.